21 de nov de 2011

Um livro aberto!

Sou o livro da minha história, personagem do filme da vida real, onde o que parece acontecer só em ficção nos surpreende diariamente em situações aleatórias. Já parou pra pensar que tudo o que você vê no cinema ou na TV são ideias formadas por alguém como você? Que toda a informação recebida foi originada de algum pensamento perdido na cabeça de outro ser humano assim como você? Uma outra questão é: Notou como você se identifica com essas ideias? Como elas lhe parecem ser tão familiares, se você não as viveu pelo menos sabe de alguém que já tenha passado por algo parecido, meus caros amigos, não somos tão diferentes como pensamos ser.
O que já não é mais segredo pra ninguém, é o meu jeito de tratar as coisas com tanta indignação, embora eu seja pacífico e deteste discussões sem sentido que nunca levam a nada, eu não tenho paciência com nós seres humanos. Há algum tempo já que minha percepção sobre as relações sociais tomou um rumo radical e inflexível, me tornei o velho "reinento" da esquina que acorda as seis da manhã, faz um mate , recebe o jornal e vai se queixar para o padeiro sobre sua existência que já foi um mundo maravilhoso quando era jovem. Me tornei um "mente fechada".
Para começarmos somos animais, com instintos e necessidades fisiológicas, fomos "agraciados" pelo dom do raciocínio, o que, na verdade para mim foi o que fodeu com tudo. Como somos os animais que ocupam a maior parte do mundo, é muito difícil haver alguém que não tenha se relacionado socialmente, e percebido que somos igualmente diferentes. Inteligentemente burros, somos conhecidos pela nossa inteligência, pela nossa evolução, mas volto a dizer, "somos os seres mais estúpidos e egoístas desse mundo", sem contar nossa falta de bom senso e maldade inacabável.
Inconscientemente somos instintivos, o desejo é camuflagem de uma vontade fisiológica do ser humano, tesão é instinto ativo no organismo, são duas variáveis que alteram totalmente o rumo de nossas vidas individuais. Você com certeza já ouviu uma piadinha do tipo "a cabecinha de baixo pensou mais alto?", é uma das provas de que nossos instintos interferem na vida social e nos nossos planos, sem contar em nossa vida amorosa, mais um motivo para darmos razão a nossos medos, para criarmos receios, e alimentar nossa fome de raiva e egoísmo. Como diz a letra "Another brick in the wall" da famosa banda Pink Floyd: "Tudo isso é apenas mais um tijolo no muro!", se referindo a uma barreira que criamos com o mundo lá fora quando ficamos ciente da situação em que a evolução nos levou, quando notamos que o mundo é um hospício gigante, sinceramente não posso acreditar que algum dia o mundo foi melhor, queremos acreditar sim que nossos pais viviam sem a globalização em alta, sem tanta tecnologia, que praticavam esportes saudáveis e faziam brincadeiras sem malícia, mas a traição já existia desde o tempo de Judas.
Existe uma disputa entre o que queremos e o que fazemos, quem trava essa batalha é o nosso caráter com o nosso desejo, muitas vezes queremos que alguma coisa aconteça de determinada forma quando nos limitamos a fazer o que deve ser feito.

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